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Mauá -São Paulo- Brasil -
Neste blog o irmão e/ou amigo internauta irá encontrar textos, testemunhos e informações relacionadas ao evangelho. As informações e textos transmitidos são analisados tendo como base de autoridade a palavra de Deus que é um guia infalível para conduzir os servos do SENHOR neste mundo de trevas morais e espirituais. Exortando para que sejamos o "sal da terra" e "luz do mundo".
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Penetrado Pela Palavra de Deus




Por John Piper

      Oh! Como precisamos conhecer a nós mesmos! Somos salvos? Estamos vivos em Cristo? Existe somente um instrumento que cria, detecta e confirma a vida eterna na alma do homem — ou seja, a Palavra de Deus. Portanto, o que Hebreus 4.12 afirma a respeito da Palavra é importantíssimo.

      “A Palavra de Deus”

      A expressão “Palavra de Deus” pode significar uma palavra falada por Deus sem um porta-voz humano. Mas, no Novo Testamento, esta expressão normalmente significa uma palavra ou mensagem que um homem fala como representante de Deus. Por exemplo, Hebreus 13.7 diz: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. Portanto, a expressão, “Palavra de Deus”, em Hebreus 4.12, provavelmente se refere à verdade de Deus revelada nas Escrituras e que homens falaram uns para os outros na dependência da ajuda de Deus para entendê-la e aplicá-la.

      “Viva e eficaz”

A Palavra de Deus não é morta ou ineficaz. Ela tem vida. E, devido a isso, ela produz resultados. Existe algo sobre a Verdade revelada por Deus, que a conecta com Deus como a fonte de toda a vida e poder. Deus ama a sua Palavra. Ele tem predileção por sua Palavra. Ele a honra com sua presença e poder. Se queremos que nosso ensino e testemunho produza efeitos, devemos permanecer fiéis a Palavra revelada de Deus.

      “Mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas.”

      O que faz esta Palavra viva e eficaz? Ela penetra. Com que propósito? Para dividir. O quê? Alma e espírito. O que isto significa?

      O escritor sagrado nos dá uma analogia. É semelhante a dividir juntas e medulas. As juntas são a parte mais grossa, dura e exterior do osso. As medulas são a parte mais mole, macia, viva e interior do osso. Isso é uma analogia de “alma e espírito”. A Palavra de Deus é como uma espada bastante afiada, capaz de cortar diretamente da parte exterior, dura e grossa do osso até à sua parte interior, macia e viva. Algumas espadas, menos afiadas, podem atingir um osso, resvalar e não penetrar. Outras espadas penetram somente até ao meio das juntas grossas e duras de um osso. Mas uma espada pontuda, bem afiada, de dois gumes (afiados em cada lado da ponta), penetrará a junta até alcançar a medula. “Alma e espírito” são como juntas e medulas de ossos. “Alma” é aquela dimensão invisível da vida que somos por natureza. “Espírito” é aquilo que somos pelo novo nascimento sobrenatural. Jesus disse: “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). Sem o poder vivificador, criador, regenerador do Espírito de Deus em nós, somos apenas um “homem natural”, e não um “homem espiritual” (1 Co 2.14-15). Por conseguinte, o “espírito” é aquela dimensão invisível de nossa vida que somos por meio da obra regeneradora do Espírito Santo.

      Qual é o principal ensino da afirmativa de que a “Palavra de Deus” penetra até ao ponto de “dividir alma e espírito”? O principal ensino desta afirmativa é que a Palavra de Deus revela o nosso verdadeiro “eu”. Somos espirituais ou naturais? Somos nascidos de Deus e estamos espiritualmente vivos? Ou enganamos a nós mesmos e ainda estamos espiritualmente mortos? “Os pensamentos e propósitos” de nosso coração são espirituais ou apenas naturais? Somente a “Palavra de Deus” pode “discernir os pensamentos e propósitos do coração”, como afirma Hebreus 4.12.

      Falando em termos práticos, quando lemos ou ouvimos a Palavra de Deus, sentimos que ela penetra em nós mesmos. O efeito deste penetrar é revelar se há espírito ou não. Existe medula e vida em nossos ossos? Ou somos apenas um esqueleto sem medula viva? Existe “espírito” ou somente “alma”? A Palavra de Deus penetra fundo o suficiente, para mostrar-nos a verdade de nossos pensamentos e motivos, e o nosso próprio “eu”.

      Renda-se a esta Palavra de Deus, a Bíblia. Use-a para conhecer a si mesmo e confirmar sua própria vida espiritual. Se existe vida, haverá amor, gozo e um coração obediente à Palavra. Dedique-se a esta Palavra, de modo que suas palavras se tornem a Palavra de Deus para outros e revelem a condição espiritual em que eles estão. Então, sobre a ferida causada pela Palavra, derrame o bálsamo da Palavra.

Extraído do livro: Penetrado pela Palavra

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Agenda de Max Lucado no Brasil







      19 de Julho – São Paulo

Igreja Batista Água Viva.

      Evento a confirmar. Max Lucado pregará o sermão principal na Igreja Batista Água Viva, localizada em Mauá (SP). A igreja pretende organizar um evento especial para aproximadamente 5 mil pessoas.


      20 de julho – São Paulo

Tarde - Entrevista coletiva com a imprensa e almoço com pastores e líderes.

Encontro de líderes, livreiros, imprensa e do público cristão com Max Lucado.

Noite - Encontro Interdenominacional de Pastores. Evento a confirmar.

Max Lucado pregará o sermão principal para aproximadamente 5 mil pessoas na Assembleia de Deus Bom Retiro, uma das igrejas mais importantes da cidade de São Paulo. A igreja organiza uma reunião interdenominacional com vários pastores a fim de unir forças e partilhar experiências.


      21 de julho – Curitiba

ExpoCristo – Feira de produtos cristãos. A confirmar.

      A ExpoCristo, a maior feira cristã do sul do Brasil, reúne 230 estandes de empresas cristãs, igrejas e ministérios. A programação do evento envolve música, dança e teatro. A feira termina dia 12 de julho, mas os organizadores pretendem criar um dia extra para Max Lucado.


      22 de julho - Goiânia

Ministério Fonte da Vida. Evento a confirmar.

Max Lucado pregará o sermão principal no Ministério Fonte da Vida para aproximadamente 3 mil pessoas.


      23 de julho – Brasília

Celebração de Inverno da Sara Nossa Terra - Estádio da cidade.

A Igreja Sara Nossa Terra convidou Lucado para pregar para aproximadamente 8 mil pessoas durante a Celebração de Inverno, um evento anual que reúne líderes e membros da congregação.


      24 de julho – Rio de Janeiro

Tarde - Almoço especial para os amigos de Max Lucado

Max Lucado encontrará todos os seus amigos brasileiros em um almoço gentilmente oferecido pelo publicitário Lula Vieira em sua confortável casa.

Noite - Encontro com o Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro (COMERJ)

Max Lucado encontrará líderes e pastores durante o Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro (COMERJ), que se reúne todos os meses.


      25 de julho – Rio de Janeiro

Megaevento – Praça da Apoteose (Sambódromo)

Um megaevento reunirá Max Lucado e a Marcha para Jesus na Praça da Apoteose. É esperada a presença de 30 mil pessoas no principal dia da turnê Sem medo de viver.


      26 de julho – Vitória

Missão Evangélica Praia da Costa

Max Lucado irá pregar o sermão principal para aproximadamente 3 mil pessoas na Missão Evangélica Praia da Costa.


27 de julho – Vitória

Convenção Batista Brasileira – Congresso Anual da Juventude

Max Lucado irá pregar para aproximadamente 5 mil pessoas durante a Convenção Batista Brasileira, que é o maior evento brasileiro da denominação Batista. Será também realizado o Congresso Anual da Juventude, em Vitória, com jovens líderes cristãos de todo o país.


      28 de julho – Belo Horizonte

Max Lucado pregará o sermão principal para aproximadamente 8 mil pessoas na Igreja Getsemâni.


Fonte: Site oficlal do seu novo livro

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Resultados da 39ª eleições da CGADB


      

PRESIDENTE

       Pr. José Wellington 12 - 6.719

       Pr. Samuel Câmara - 11 - 5.963


Vices

1º vice – Silas Malafaia (RJ);

2º vice – Ubiratan Job (RS);

3º vice – Sebastião Rodrigues (MT);

4º vice – Gilberto de Souza (PA);

5º vice – José Neco dos Santos (AL).

Tesoureiros

1º tesoureiro – Antônio Silva Santana (SP);

2º tesoureiro – Josias de Almeida (SP).

Secretários

1º secretário – Isaías Coimbra (RJ);

2º secretário – Arcelino Melo (SC);

3º secretário – Antonio Dionízio (MS);

4º secretário – Isamar Ramalho (RR);

5º secretário – Roberto José dos Santos (PE).

terça-feira, 21 de abril de 2009

Super crentes: Tristemunhos que estão se tornando comuns nos arraias evangélicos.


      Em um típico culto público de domingo em uma igreja pentecostal como de costume fora dada oportunidades para as crianças, adolescentes, mocidade, irmãs e coral apresentarem o seu louvor feito com o máximo de ligeireza, pois a congregação havia recebido naquela noite dois obreiros de "peso", um "missionário", e um "pastor" e precisaria de bastante tempo para dividir entre os dois para que os mesmos "pregassem" a palavra.

      Feita a oração para apresentar os pregadores é dada oportunidade para o "missionário" com um nome estranho Char#:- D!? (ninguém no culto sabia a pronuncia correta de seu nome).

      O "missionário" começa dizendo que iria apenas contar um breve "testemunho" para glória de Jesus! Mas, antes gostaria de ler uma breve passagem na bíblia- os ouvintes não sabiam, mas seria a única passagem realmente da bíblia que eles ouviriam de seu testemunho. Pediu então, para que todos abrissem suas bíblias no livro de Apocalipse capítulo 2, versículo 10 na parte b que diz: "se fiel até a morte que dartei a coroa da vida”

      Depois de mandar os presentes repetirem o trecho lido algumas vezes começa a contar seu "testemunho". Principiando por fazer um flashback de sua adolescência lembrasse orgulhoso que sempre foi muito trabalhador, e gostava de trabalhar no comércio, mas como não tinha idade para abrir uma empresa usava outras pessoas para abrir a empresa em seu lugar. Neste ponto você deve estar pensando! Peraê, mas isto não é um crime de falsidade ideológica!? Ele orgulhoso jactavasse disso como uma obra meritória, isto era apenas o inicio de seu "testemunho" para "glória" de Jesus.

      Continuando o seu relato por ser comerciante, segundo ele, sofria muitos assaltos e que além de levarem o seu dinheiro apanhava. De repente, começou a ler as Escrituras e descobriu que foi dado a ele poder contra os inimigos de Deus. E, depois desta miraculosa descoberta deste "poder" soube que poderia mudar esta situação (Será que ele leu as Escrituras mesmo? Ou os livros de Benny Hinn, pregações de outros charlatões e ilusionistas?) então, buscando mais a Deus e se enchendo de "poder" aquele que apanhava passa heroicamente a resistir aos assaltos. Agora, os bandidos atiravam nele e a armas não respondiam, ele assoprava e os seus inimigos caiam.

      Começou a gostar disso e passou a fazer sempre. Tinha se tornado um Super Crente uma espécie de semideus na terra. Segundo ele, até as autoridades quando parava ou mencionava o seu nome temiam! Então, nosso "Sansão" dos tempos modernos a exemplo dos tempos bíblicos passa a confiar em uma mulher que se agradara de nosso "herói", mas ele também se descuidou como o verdadeiro Sansão. E em uma dessas resistências foi alvejado pelo inimigo na cabeça, mas especificamente no olho o qual mostrara para igreja sem praticamente nenhuma sequela. Segundo ele queria apenas que os presentes descobrissem o poder que Deus dá a seus servos.

      Depois deste tristemunho ocasionado pela ignorância bíblica, e a congregação ainda atônita foi dada oportunidade ao "pastor". Todos achavam que o pior havia passado e que agora iriam ouvir a palavra de Deus finalmente, mas...

      Infelizmente, descobririam que o pior não havia passado. Mas, sim, recomeçado com outro personagem cômico. O dito pastor começa citando o livro de Marcos, capítulo 16 versículos 17 e 18 que diz:

      E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão

      Depois de lido esta passagem começa mencionar vários versículos desconexos para apoiar sua mensagem triunfalista. Passado mais de 20 min. todos ansiosos para terminar o culto, então, nosso pregador começa falar de suas assombrosas visões com anjos, de Jesus no disco voador, de uma experiência que quebrou o pescoço e não precisou ir ao médico.

      Este tipo de “pregações”, “cultos” e “testemunhos” estão cada vez se infiltrado nos arraiais evangélicos e o povo de Deus precisa identificar esses ensinamentos grotescos e serem como os bereianos tendo as Escrituras como sua regra de fé rejeitar todos os tipos de modismos e heresias de nossos dias. (At 17.11)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Principais elementos de um culto genuinamente pentecostal



      Estamos presenciando em nossos dias grandes deturpações na pregação do evangelho e na liturgia dos cultos oferecidos a Deus. Muitos meninos espirituais (1 Co 3.1) têm feito muitas bizarrices, inventado novas unções, danças proféticas, usos de amuletos para promover curas, ilusionismo e toda sorte de engano, isto sem falar dos "mestres" e arautos da perniciosa teologia da pro$peridade que só empobrece o evangelho. (2 Pe 2.1-3)

      Neste trimestre estamos tendo o privilégio de estudar sobre a primeira epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios, em que o mestre e pastor Antônio Gilberto (CPAD), discorre sobre os problemas enfrentados por esta igreja. As lições a serem estudadas são muito relevantes, pois os problemas enfrentados na igreja de Corinto são praticamente os mesmos aos das igrejas atuais que estão cheias de crentes ainda carnais, que desconhecem o evangelho cristocêntrico, espiritualmente fracos e doentes.

      Urge a necessidade do ensino, propagação e divulgação do evangelho bibliocêntrico e cristocêntrico para combater e enfraquecer o evangelho antropocêntrico que proporciona apenas entretenimento, mensagens de auto-ajuda e zombaria ao genuíno evangelho. Quanto aos elementos do culto pentecostal que é o tema de nossa postagem para ter uma visão completa é necessário ler os capítulos 12 ao 14 da referida epístola para entendermos a intima relação dos dons e a importância do cultivo do fruto do Espírito principalmente o amor (Gl 5.22; 1 Co 13).

      Gostaria apenas de destacar um versículo que contém os principais elementos de um culto genuinamente pentecostal:

      Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Co 14.26)

      O apóstolo nós aconselha que quando nós reunamos para cultuar a Deus devemos ter salmos, ou seja, louvores espirituais feitos com único intuito de louvar e engrandecer a Deus(Jo 4.23-24; Ef 5.19) . Infelizmente, em nossos dias temos uma grande quantidade de canções e muitas delas já nem mencionam o nome do Senhor Jesus sendo usadas para "louvar" a Deus.

      Além de louvores temos que ter doutrina (pregação e ensino). O ministério do louvor irá continuar pela eternidade, mas a pregação do evangelho é essencial para igreja enquanto esta estiver na terra, pois somente mediante a pregação do evangelho e a ação do Espírito Santo, que convence o homem do pecado há uma conversão de verdade e salvação(Jo 16.8). Infelizmente, em nossos dias em muitos locais a maior parte do culto esta dedicada a canções de auto-ajuda, já o evangelho autêntico preterido em favor de pregações de rosas sem espinhos.

      Também deve haver no culto: línguas, revelações e interpretações que são manifestações verbais do Espírito Santo, mas como o Espírito Santo irá se manifestar em locais que não há mais louvor para Deus? Em que o evangelho não é mais pregado? Devemos procurar pelas veredas antigas (Jr 6.16) e buscar um avivamento baseado na palavra de Deus. Orando como o profeta Habacuque que disse:

      Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia. (Hc 3.2)

Blogagem Coletiva UBE - MAX LUCADO NO BRASIL



      O missionário e pastor Max Lucado é também um excelente escritor já publicou uma grande quantidade de livros evangélicos. Leitura obrigatória para aqueles que almejem conhecer mais sobre o evangelho e a vida cristã de forma fácil e prazerosa.

      No dia 25 de Julho, Max Lucado estará no Rio de Janeiro divulgando o seu novo livro: Sem medo de viver . Nesta turnê em nosso país irá passar ainda por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Vitória.

Saiba mais em:

Sobre o evento: Clique aqui
Sobre o livro: Clique aqui

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As Divisões da Igreja de Corinto – Retrato de Hoje




      Neste final de semana próximo estaremos estudando os partidarismos na igreja de Corinto. Encontramos um estudo interessante sobre o tema, que relaciona também com o problema enfrentado na igreja evangélica brasileira atual. Devemos melhor conhecer o problema para melhor combatê-lo!

As Divisões da Igreja de Corinto – Retrato de Hoje
Por Augustus Nicodemos


      Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu.

      Para aprendermos a lição, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E não é um desafio fácil determinar com relativa certeza a natureza e identificação de cada um dos grupos mencionados por Paulo em 1 Coríntios 1.12.

      Uma explicação popular é a dos partidos teológicos. Para alguns estudiosos, os aderentes de Pedro, Paulo e Apolo haviam-se agrupado em torno das suas doutrinas distintas, formando uma divisão rígida dentro da igreja. Estes grupos se caracterizavam por manter as ênfases doutrinárias características daqueles líderes. Geralmente se ouve falar que os de Pedro mantinham um Cristianismo judaico rígido e intolerante, até meio legalista; que os de Paulo eram mais abertos, enfatizando a salvação pela fé sem as obras da lei, e que os de Apolo seguiam a hermenêutica alegórica do eloqüente alexandrino. A realidade é que não há qualquer indício em 1 Coríntios 1-4 da existência de partidos teológicos. A relação entre a teologia dos líderes favoritos e a formação destes partidos em torno de seus nomes é altamente especulativa.

      O que se percebe é que havia a escolha pessoal de cada coríntio de um líder favorito, de quem ele se vangloriava de ser discípulo (1 Coríntios 1.12; 3.21). As contendas se davam porque cada um deles afirmava que seu eleito era o melhor (3.21, 4.6). Percebemos ainda que existe uma relação estreita entre o apego à filosofia grega e a formação dos partidos em 1 Coríntios 1-4. Os slogans “eu sou de...” soam como culto à personalidade, um erro no qual crentes neófitos e imaturos caem com freqüência. No caso dos coríntios em particular, esse culto à personalidade tinha recebido um impulso adicional da sua tendência, como gregos, de exaltar os mestres religiosos ao status de theioi anthropoi , homens possuindo qualidades divinas. As principais escolas filosóficas da Grécia costumavam invocar o nome de seus fundadores e principais mestres. Esse costume poderia explicar a vanglória dos coríntios em seguir Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o Mestre de todos, Cristo.

      Os slogans usados pelos coríntios (“eu sou de...”) ratificam esse ponto. O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de venerar líderes cristãos reconhecidos . Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto.

      Os “de Cristo” são notoriamente difíceis de se identificar. Embora a escolha do nome de Cristo tenha sido possivelmente uma reação ao partidarismo em torno de nomes de homens, os seus aderentes nada mais são que outro partido. Eles se vangloriavam de que seguiam a Cristo somente, e não a homens, mesmo que estes fossem apóstolos. Paulo os teria criticado pela forma facciosa com a qual afirmavam esta posição aparentemente correta. É provável que os membros do partido “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja toda como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7).

      É o próprio Paulo, entretanto, quem nos revela a causa interna principal para as divisões entre os coríntios: eles ainda eram carnais (1 Coríntios 3.1-4; cf. Gálatas 5.20). Esta carnalidade, embora deva ser interpretada primariamente como imaturidade, em contraste aos “maduros” ou “perfeitos” (1 Coríntios 2.6), carrega uma conotação ética, como a expressão “andar segundo os homens” (1 Coríntios 3.3) indica.

      Podemos concluir que os partidos de Paulo, Apolo, Cefas e Cristo, que estavam rachando a igreja de Corinto, não eram partidos teológicos, isto é, aglutinados em torno da suposta teologia de cada um destes nomes. Mais provavelmente, os partidos se formaram a partir das preferências pessoais dos coríntios individualmente, tendo como impulso a sua imaturidade, sua carnalidade, e sua tendência, como gregos, de exaltar mestres religiosos. O partido de Cristo, por sua vez, havia se formado por outro motivo, a enfatuação religiosa produzida pelos dons carismáticos.

      A situação triste da igreja de Corinto nos fornece um retrato do espírito divisivo que ainda hoje permeia as igrejas evangélicas. É um texto básico para ser pregado e ensinado nas igrejas e seminários. Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas: imaturidade, carnalidade, culto à personalidade, orgulho espiritual, mundanismo. Nem sempre os líderes são culpados do culto à personalidade que crentes imaturos lhes prestam. Paulo, Apolo e Pedro certamente teriam rejeitado a formação de fã-clubes em torno de seus nomes. De qualquer forma, os líderes evangélicos sempre deveriam procurar evitar dar qualquer ocasião para que isto ocorra, como o próprio Paulo havia feito (1 Coríntios 1.13-17). Infelizmente, o conceito de ministério que prevalece em muitos quartéis evangélicos de hoje é exatamente aquele que Paulo combate em 1 Coríntios.

Publicado no site: http://www.vidanova.com.br
Dia 13/07/2004

sexta-feira, 10 de abril de 2009

AINDA SOU DO TEMPO




      A igreja brasileira precisa voltar a estes tempos. Este texto tem sido bastante divulgado por e-mail e alguns blogs. Estou colocando este texto para refletirmos e meditarmos!

       AINDA SOU DO TEMPO

      Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.

      Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.

      Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um "trabalho profissional", mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.

      Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa "roupa de missa", "roupa de igreja". Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.

      Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: "foi na cruz, foi na cruz", "andam procurando a razão de viver"; "Porque Ele vive, posso crer no amanhã", "Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar", "O Senhor da ceifa está chamando"; "Jesus, Senhor, me achego a ti", "Santo Espírito, enche a minha vida", "Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou", etc. Não copiávamos os "hits" estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era "dançante"; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.

      Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.

      E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

      Hoje é moda ser crente, ou melhor, "gospel". Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores "viram crentes" pra vender seus CD's encalhados, pois o "povo de Deus" compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.

      Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)

      Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é "bitolado, babaca ou retrógrado". Garotas usam suas mini-saias dos "rebeldes" e exibem umbigos cheios de "piercings", estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é "novo convertido", ou é "beato". É típico encontrarmos pastores dizendo aos "engravatados": "Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?" E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

      Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de "glórias", "aleluias", "no trono", "te exaltamos", "o teu poder", etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

      Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos "de Deus" (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de "louvor", meia hora de "ofertas" e quinze minutos de "pregação", ou meia hora de "palavra profética e apostólica". Que desgraça!

      Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do "Pastor fulano", com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

      Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar "piercing" para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

      É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo "pega! pega! pega!", como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: "Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!"

      Que Deus tenha piedade de nós.”

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Pastor rejeitado


      

      Você rejeitaria este pastor?

      Uma certa igreja estava precisando de pastor. Um dos diáconos escreveu a carta seguinte, como se a tivesse recebido de um candidato e leu-a perante o conselho da igreja: "Senhores: sabendo que o púlpito da sua igreja está vago, gostaria de candidatar-me a o cargo. Tenho muitas qualificações que, penso, irão apreciar. Tenho sido abençoado com poder na pregação, e tenho tido bastante sucesso como escritor. Alguns dizem que sou bom administrador.

      Algumas pessoas, contudo têm algumas coisas contra mim. Tenho mais de cinqüenta anos de idade. Nunca fiquei no mesmo lugar, tive que deixar a cidade porque a obra causou tumulto e distúrbios. Tenho que admitir que estive na cadeia três ou quatro vezes, mas não por más ações. Minha saúde não é muito boa, embora eu ainda consiga trabalhar muito. Tenho exercido minha profissão para pagar as despesas. As igrejas em que tenho pregado são pequenas, embora localizadas em várias cidades grandes.

      Eu não tenho tido muita comunhão com os líderes religiosos das diversas cidades onde tenho pregado. Para falar a verdade alguns deles me levaram às barras do tribunal, e me atacaram fisicamente de maneira violenta.

      Eu não sou muito bom para manter arquivos de registros. Muitos sabem que até já esqueci quem foi que batizei. Todavia, se os senhores quiserem me aceitar eu me esforçarei ao máximo mesmo que tenha que trabalhar para ajudar no meu sustento."

      Depois de ler esta carta diante do conselho, o diácono perguntou se os oficiais estavam interessados nesse candidato. Eles replicaram que ele jamais serviria para aquela igreja; eles não queriam um homem enfermo, contencioso, turbulento, um presidiário descabeçado. E ainda mais, a apresentação desse candidato era até um insulto para a igreja.

      Depois, perguntaram qual era o seu nome e receberam esta resposta: Apóstolo Paulo

Extraído do site da AD Mauá

João Marcos: a bênção da segunda oportunidade



      Quantas vezes perdemos algo por imaturidade nossa, algo que seria um bênção para nossas vidas deixamos de lado ou não damos o valor devido, e acabamos perdendo uma grande oportunidade.

      Um jovem que pouco se comenta sobre sua vida é o jovem João Marcos, sobrinho de Barnabé (Cl 4.10). João Marcos em sua primeira oportunidade em servir o Senhor Jesus fracassou, desertou deixando a obra de Deus. Passado cerca de seis anos, quando Paulo iria partir com Barnabé para uma nova viagem missionária o apóstolo Paulo recusou que ele fosse levado com eles, gerando uma discussão e separação entre Paulo e Barnabé. João Marcos, seguiu com Barnabé e o apóstolo Paulo seguiu com Silas. (At 15.36-40)

      João Marcos talvez por imaturidade ou falta de fé abandonou os seus companheiros em uma situação que eles precisavam muito dele. Hoje muitos jovens têm perdido valiosas oportunidades na obra do Senhor por imaturidade. Jovens que olham apenas para as dificuldades e obstáculos, e por isso deixam de fazer algo que poderiam realizar na obra de Deus no presente.

      Jovens que poderiam evangelizar, ser professores de EBD, músicos, secretários, regentes e exercer outras funções dentro de sua congregação deixam de executar estas funções necessárias para realização da obra do Senhor. Por isso, muitos acabam sendo preteridos em oportunidades que poderiam ter que lhes proporcionaria maior crescimento espiritual, maturidade e crescimento da obra de Deus.

      Vejamos o que aconteceu com o João Marcos para tirarmos algumas lições. Preterido pelo apóstolo Paulo seguiu com Barnabé que bondosamente o aconselhou e o acompanhou. Com o tempo passou a ser cooperador do ministério do apóstolo Pedro (1 Pe 5.13) e esta convivência com o apóstolo Pedro que conheceu pessoalmente o Senhor Jesus permitiu que conhecesse profundamente a vida e a obra do Senhor Jesus.

      João Marcos ajudado pelo tio e amigo Barnabé, e posteriormente pelo apóstolo Pedro continuo servindo o Senhor e crescendo na fé e em maturidade. Recebeu o grande presente do Senhor mesmo não estando pessoalmente com Jesus o privilégio de escrever o evangelho que ganhou o seu nome (Marcos). Quanto a sua relação com o apóstolo Paulo, passado muito tempo o apóstolo pediu que fosse ter com ele dizendo que ele lhe era útil. (2 Tm 4.12)

      Grande lição de João Marcos nós ensina é que não devemos fugir dos problemas que enfrentaremos para realizar a obra de Deus, mas se fugirmos devemos orar para que o Senhor aumente a nosso fé e maturidade, e nós conceda uma nova oportunidade assim como Ele concedeu ao evangelista João Marcos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A importância da humildade para o trabalhar de Deus em nossas vidas.



      Muitos pensam deter o saber em determinada área do conhecimento humano, eclesiástico e outras áreas; e passam a ostentar títulos de bacharel, mestre, doutorado e outros ( 1 Co 8.2). Há também aquelas pessoas que se vangloriam do status social, cargos eclesiásticos, poderio econômico, etc ( 2 Co 10.17). Quero nesta postagem falar de alguns personagens bíblicos que nós ensinará uma preciosa lição para nossas vidas.

      Quando começo a falar do Mestre meu coração se alegra grandemente! O Senhor Jesus não estudou em nenhuma faculdade, universidade, mas na vida foi Doutor (já dizia uma canção). Não tinha bens matérias, posição social, não tinha rádio, tv, internet, mas mudou o mundo de forma definitiva; dividiu a História em duas e mudou, esta mudando e mudará milhares de vidas. Tudo isto fez o Senhor Jesus com muita humildade e simplicidade (Fp 2.5-8; 2 Co 11.3)

      Os primeiros discípulos eram pessoas também simples e humildes que serviam o Senhor com suas vidas que refletiam em suas atitudes e ações vidas realmente transformadas pelo evangelho (At 2.41-47). Em nossos dias é muito comum pregadores ostentarem o título de "Doutor em divindades", sendo que o mais importante título que uma pessoa pode ostentar é o de servo do Senhor Jesus.

      Não estou fazendo a apologia à ignorância em qualquer sentido não é vantagem para ninguém ostentar este "título", ao contrário pode trazer sim perdas irreversíveis (Os 4.6; Jo 5.39). Quero ressaltar o que Senhor fez através de pessoas iletradas como a maioria dos apóstolos e demais discípulos nesta condição, não tem comparação com o grande número de pessoas que são versadas e letradas nas Escrituras, e em outras áreas de conhecimento em termos de evangelismo e salvação de almas em nosso dias.

      Temos que nos esvaziar de títulos concedidos pelos homens e sermos como o apóstolo Paulo que em todas as epístolas, logo em sua saudação ostentava como todo o prazer o título que o Senhor lhe outorgou de apóstolo. Mas, não deixava também de ostentar o título de servo, pois os que não quiserem ser servos aqui, também não serve para servir lá na glória! (Rm 1.1 ,Fp 1.1, Tt 1.1).

      Vejamos o exemplo de Moisés passou 40 anos em uma vida de ostentação na corte, passou mais 40 anos no deserto e depois novamente mais 40 dirigindo o povo de Deus. Vou usar agora um clichê famoso em pregações sobre a vida de Moisés. Moisés passou 40 anos pensando que era alguém, depois passou mais 40 anos descobrindo que não era ninguém, e finalmente mais 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer na vida de um Ninguém que se humilha na presença do Senhor. Então, deixemos de lado nossos títulos, cargos, posição social e econômica; e desçamos a escada da humildade, pois sempre Deus tem grande obra para os que se humilham na Sua presença! (Fp 2.8-9; 2 Cr 7.14-15)