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Mauá -São Paulo- Brasil -
Neste blog o irmão e/ou amigo internauta irá encontrar textos, testemunhos e informações relacionadas ao evangelho. As informações e textos transmitidos são analisados tendo como base de autoridade a palavra de Deus que é um guia infalível para conduzir os servos do SENHOR neste mundo de trevas morais e espirituais. Exortando para que sejamos o "sal da terra" e "luz do mundo".
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

A alma católica dos evangélicos do Brasil



Por Augustus Nicodemos Lopes

     Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo ("cosmovisão"). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior - segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 - mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.

     É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos - capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo - capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.

     Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, "no fundo, somos todos romanos" (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos

     Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens

     No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como "a oração dos 318 homens de Deus", "a prece poderosa do bispo tal", "a oração da irmã fulana, que é profetisa", etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados

     O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d'água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano

     No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano - meu trabalho, meus estudos, as ciências - permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves

     A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais.

     A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a "mentirinha", o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas - onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos - é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

     O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo.

     Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5). Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.

Fonte: O Que Estão Fazendo com a Igreja

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Seis Regras para Jovens Cristãos



     1. Jamais despreze a oração diária. E, quando orar, lembre que Deus está presente ali, ouvindo suas orações "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." Hebreus 11:6).

     2. Jamais menospreze a leitura diária das Escrituras. E, quando ler, lembre que Deus está falando a você; portanto, precisa crer e agir de acordo com o que Ele diz. Acredito que toda apostasia começa em se negligenciar estas duas regras [crer o que a Bíblia DIZ; PRATICAR, mesmo, o que ela diz] "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" (João 5:39).

     3. Jamais passe um dia sem fazer algo para Jesus. Todas as noites, medite sobre aquilo que Ele fez por você e pergunte a si mesmo: "O que estou fazendo por Ele?" "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:13-16).

     4. Se você está em dúvida acerca de algo ser correto ou errado, dirija-se ao seu quarto, dobre seus joelhos e peça a bênção de Deus sobre aquilo "E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." (Colossenses 3:17). Se você não puder fazê-lo, aquilo é algo errado "Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado." (Romanos 14:23).

     5. Jamais copie seu cristianismo de outros cristãos ou argumente que tal pessoa faz isto ou aquilo e, por conseguinte, você também pode fazê-lo "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento." (2 Coríntios 10.12) Pergunte a si mesmo: "Como o Senhor Jesus agiria em meu lugar?" e esforce-se para segui-Lo "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;" (João 10:27).

     6. Jamais creia naquilo que você sente, se contradiz a Palavra de Deus. Pergunte a si mesmo: "O que eu sinto é verdadeiro, sendo confirmado pela Palavra de Deus?" Se ambos não podem ser verdadeiros, creia em Deus e acredite que seu coração está mentindo "De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado." (Romanos 3:4) "Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho." (1 João 5:10-11).

Fonte: Revista Fiel

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ficar ou namorar?


       Nos nossos dias há uma modismo perigoso entre os jovens que é o “ficar” que nada mais é do que a desvirtualização do namoro (fase de conhecimento espiritual do futuro cônjuge) em um relacionamento sem compromisso e passageiro puramente carnal.
       Mas qual deve ser a postura do jovem que quer agradar a Deus? Qual é o propósito do namoro?Para respondermos estes questionamentos devemos recorrer a palavra de Deus (Sl 119.105; Jo 17.17) , pois ela contém diretrizes seguras para o nosso aprendizado (Rm 15.4).
       Para as pessoas que não servem a Deus ficar é natural, mas para os que estão Cristo não devem pensar desta forma (2Co 5.17 ; Rm 12.2) somos templos do Espírito Santo (1Co 6.18-19) e devemos glorificar o SENHOR em toda nossa maneira de viver (Mt 5.13-16). Por isso devemos buscar namorar e não ficar.
       O termo nAMORo contém a palavra AMOR e não deve ser iniciado senão houver este sentimento e o desejo sincero de um compromisso sério pensando em um futuro noivado e casamento. È uma fase de preparação que serve para obter conhecimentos espiritual do pretendente, já o noivado o conhecimento social e somente no casamento conhecimento fisico.
       A juventude é uma fase de escolhas em todos os setores da nossa vida , sendo que a mais importante é aceitar a Jesus como suficiente Salvador e a segunda e não menos importante é a escolha do companheiro(a) para passar o resto da vida. Vejamos dois exemplos na bíblia de jovens e suas escolhas para nosso aprendizado:

1- Sansão e Dalila

       Sansão escolhido por Deus desde o ventre de sua mãe (Jz 13.5) ,cheio do Espírito Santo (Jz 14.6) usado pelo SENHOR para livrar a Israel dos filisteus fez a escolha de sua companheira fora do povo de Deus (Jz 14.3,7).
       Neste caso, temos o famigerado julgo desigual (2Co 6.14) um serve ao SENHOR já outro o deus deste século (2 Co 4.4), um fala palavra de Deus o outro palavras obscenas, um canta louvores o outro músicas de duplo sentido (2Co 6.15).
       Temos que ter CUIDADO porque o que plantamos certamente iremos colher (Gl 6.7) e em casos de julgo desigual a maioria dos casos o crente acaba perdendo a sua comunhão com Deus (Jz 16.20) e pode não somente morrer espiritualmente, mas também fisicamente (Jz 16.30) fora da presença do SENHOR.

2 -Isaque e Rebeca

       Isaque filho da promessa de Deus a Abraão (Gn 17.15-17,21) o qual seu pai quase sacrificou para mostrar sua fidelidade ao SENHOR (Gn 22.1-16) seguia a orientação de seu pai (Gn 24.3-4) estava em oração (Gn 24.63) e adorava ao SENHOR Deus.
       Isaque já estava com 40 anos era submisso ao seu pai em nossos dias há jovens que estão entrando na adolescência e já não querem ouvir a seus pais, lideres, pastores, professores ... e quanto a oração então não querem participar, mas Isaque é um exemplo de como proceder para alcançar as bençãos do Senhor.
       Quando confiamos no SENHOR o obedecemos (Pv 3.5-6), obedecemos também a nossos pais e pastores (Ex 20.12 ;Hb 13.17) ; estamos buscando o reino de Deus com primazia ele nos acrescenta as demais coisas (Mt 6.33) e assim Isaque foi abençoado pelo SENHOR e encontrou a sua Rebeca (Gn 24.40, Pv 18.22, Pv 19.14).

Aguarde que no tempo certo o SENHOR ira te abençoar

domingo, 7 de junho de 2009

4 FATOS DA BÍBLIA QUE VOCÊ TERÁ QUE ENFRENTAR



Por Earl Wafford

A VIDA É CURTA

      “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” (Tg 4:14 ACF)

A MORTE É CERTA

      “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,” (Hb 9:27 ACF)

     “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Ap 20:15 ACF)

A CAUSA É O PECADO

      “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Rm 5:12 ACF)

CRISTO É A CURA

      “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Rm 10:9 ACF)

     “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Rm 10:10 ACF)

     “Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.” (Rm 10:13 ACF)

Fonte: solascriptura.org

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pregação Superficial


Por John MacArthur

     Estou comprometido com a pregação expositiva. Tenho a convicção inabalável de que a proclamação da Palavra de Deus sempre deve ser o âmago e o foco do ministério da igreja (2 Timóteo 4.2). E a pregação bíblica correta deve ser sistemática, expositiva, teológica e teocêntrica.

     Esse tipo de pregação está em falta nestes dias. Há abundância de comunicadores talentosos no movimento evangélico moderno, porém os sermões de hoje tendem a ser curtos, superficiais e tópicos. Fortalecem o ego das pessoas e centralizam-se em assuntos completamente insípidos como relacionamentos, vida de sucesso, problemas emocionais e outros temas práticos, mas seculares.

     Assim como os púlpitos de materiais leves e transparentes dos quais as mensagens são apresentadas, esse tipo de pregação não tem peso nem consistência; é barata e sintética, deixando pouco mais do que uma impressão efêmera na mente dos ouvintes.

     Há algum tempo realizei um seminário sobre pregação em nossa igreja. Ao preparar-me para as palestras, peguei um caderno de anotações, uma caneta e comecei a listar os efeitos negativos desse tipo superficial de pregação, tão predominante no evangelicalismo moderno.

     Inicialmente, pensei que seria capaz de identificar pelo menos dez efeitos negativos, mas, no final, eu havia alistado sessenta e uma conseqüências devastadoras! Apresento aqui as mais importantes como um aviso contra a pregação superficial — tanto para os pastores, nos púlpitos, quanto para seus ouvintes, nos bancos das igrejas.

USURPA A AUTORIDADE DE DEUS

     Quem possui o direito de falar à igreja? O pregador ou Deus? Sempre que a Palavra de Deus é substituída por qualquer outra coisa, a autoridade dEle é usurpada. Que atitude arrogante! Na verdade, substituir a Palavra de Deus pela sabedoria do homem é uma atitude insolente. DESAFIA O SENHORIO DE CRISTO

     Quem é o cabeça da igreja? Cristo é realmente a autoridade dominante no ensino da igreja? Se isso é verdade, por que há tantas igrejas nas quais a Palavra dEle não está sendo proclamada com fidelidade?

     Quando observamos o ministério contemporâneo, vemos programas e métodos que são fruto da invenção humana, resultado de pesquisa de opinião pública e avaliação da vizinhança da igreja, além de outros artifícios pragmáticos. Os especialistas em crescimento de igreja têm lutado para assumir o controle das atividades da igreja, tomando-o de seu verdadeiro Cabeça, o Senhor Jesus Cristo.

     Quando Jesus Cristo é exaltado no meio de seu povo, seu poder é manifestado na igreja. Quando a igreja é controlada por comprometedores cuja única ambição é conformar-se à cultura, o evangelho é minimizado, o verdadeiro poder é perdido, uma energia artificial precisa ser fabricada, e a superficialidade toma o lugar da verdade.

OBSTRUI A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

     Ele usa a Palavra de Deus para realizar a sua obra. Ele a usa como instrumento de regeneração (1 Pe 1.23; Tg 1.18) e de santificação (Jo 17.17). Na verdade, a Palavra de Deus é a única ferramenta que o Espírito Santo usa (Ef 6.17). Então, quando os pregadores negligenciam a Palavra de Deus, debilitam a obra do Espírito Santo, produzindo conversões superficiais e crentes aleijados em sua vida espiritual — e, talvez, completamente falsos.

     Conseqüentemente, o púlpito perde o seu poder. “A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4.12). Qualquer outra coisa é impotente, oferecendo apenas uma ilusão de poder. A habilidade do homem em seduzir as pessoas não deve impressionar-nos mais do que a capacidade da Bíblia em transformar vidas.

DEMONSTRA FALTA DE SUBMISSÃO

     Nas abordagens modernas de “ministério”, a Palavra de Deus é deliberadamente subestimada; o opróbrio de Cristo (Hb 11.26), repudiado com sagacidade; a ofensa do evangelho, removida com cuidado; e a “adoração”, moldada com o propósito de se ajustar às preferências dos incrédulos. Isto não é nada mais do que uma recusa em se submeter ao mandamento bíblico para a igreja. A insolência dos pastores que seguem um caminho como esse é assustadora para mim.

SEPARA O PREGADOR DA GRAÇA DE SANTIFICAÇÃO

     O maior benefício pessoal que recebo da pregação é a obra que o Espírito de Deus realiza em minha própria alma, quando estudo e me preparo para duas mensagens expositivas a cada Dia do Senhor. Semana após semana, o dever da exposição cuidadosa mantém o próprio coração focalizado e fixo nas Escrituras; e a Palavra de Deus me alimenta, enquanto me preparo para alimentar o rebanho.

     Deste modo, eu mesmo sou abençoado e fortalecido espiritualmente por meio deste empreendimento. Ainda que não houvesse qualquer outra razão, eu jamais abandonaria a pregação bíblica. O inimigo de nossa alma persegue os pregadores, e a graça santificadora da Palavra de Deus é essencial à nossa proteção.

OBSCURECE A TRANSCENDÊNCIA DE NOSSA MENSAGEM

     Conseqüentemente, a pregação superficial enfraquece tanto a adoração congregacional como a adoração pessoal. O que hoje é recebido como pregação, em algumas igrejas, é tão superficial quanto as mensagens que os pregadores de gerações anteriores ministravam em cinco minutos às crianças. Isto não é exagero. Esse tipo de abordagem torna impossível a verdadeira adoração, porque a adoração é uma experiência transcendente que deveria nos elevar acima do que é mundano e simplista.

     A verdadeira adoração é uma resposta do coração à verdade de Deus (Jo 4.23). O nosso povo não pode ter pensamentos sublimes a respeito de Deus, se não os fazemos mergulhar nas profundezas da auto-revelação de Deus. Mas a pregação de hoje não é profunda nem transcendente. Não se aprofunda nem se eleva às alturas. Almeja apenas entreter.

IMPEDE O PREGADOR DE DESENVOLVER A MENTE DE CRISTO

     Os pastores devem viver em submissão a Cristo. Muitos pregadores modernos se mostram de tal modo determinados a compreender a cultura, que desenvolvem a mente da cultura, e não a mente de Cristo. Começam a pensar como o mundo, e não como o Salvador.

     Sinceramente, as nuanças da cultura mundana são irrelevantes para mim. Quero conhecer a mente de Cristo e usá-la para influenciar a cultura, não importando qual seja a cultura em que ministro. Se tenho de subir ao púlpito e ser representante de Jesus Cristo, quero conhecer o que Ele pensa — e declarar isso ao seu povo.

DEPRECIA A PRIORIDADE DO ESTUDO BÍBLICO PESSOAL

     O estudo bíblico pessoal é importante? Claro que sim! Mas, que exemplo o pregador oferece quando negligencia a Bíblia em sua própria pregação? Por que estudariam a Bíblia, se o próprio pregador não a estuda com seriedade, ao preparar seus sermões?

     Alguns dos gurus do ministério “Sensível aos Interessados” nos aconselham a retirar do sermão todas as referências explícitas à Bíblia. Eles dizem: “Nunca peça à sua congregação que abra a Bíblia em uma passagem específica, porque esse tipo de coisa deixa os interessados desconfortáveis”.

     Algumas igrejas “sensíveis aos interessados” desencorajam veementemente seus membros a trazerem Bíblias à igreja, com receio de que a visão de tantas Bíblias intimide os interessados. Como se fosse perigoso dar ao povo a impressão de que a Bíblia é importante!

SILENCIA A VOZ DE DEUS

     Jeremias 8.9 diz: “Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria é essa que eles têm?”

     Quando eu falo, quero ser o mensageiro de Deus. Não estou interessado em interpretar o que algum psicólogo, ou guru de negócios, ou professor universitário tem a dizer sobre qualquer assunto. O meu povo não precisa de minha opinião; precisa ouvir o que Deus tem a dizer. Se pregarmos como a Escritura nos ordena, não será difícil saber de quem é a mensagem que vem do púlpito.

PRODUZ INDIFERENÇA EM RELAÇÃO À GLÓRIA DE DEUS

     A pregação “sensível aos interessados” nutre pessoas centralizadas em seu próprio bem-estar. Quando você diz às pessoas que o principal ministério da igreja é consertar para elas o que estiver errado nesta vida — suprir suas necessidades e ajudá-las a enfrentar seus desapontamentos neste mundo — a mensagem que você está enviando é que os problemas desta vida são mais importantes do que a glória de Deus e a majestade de Cristo. Novamente, isto corrompe a verdadeira adoração.

ROUBA ÀS PESSOAS A SUA ÚNICA FONTE DE AJUDA VERDADEIRA

     As pessoas que vivem sob um ministério de pregação superficial tornam- se dependentes da habilidade e criatividade do orador. Assim, elas se tornam espiritualmente inativas e vão à igreja apenas para serem entretidas. Não têm interesse pessoal na Bíblia, porque os sermões que ouvem não emergem das Escrituras. São impressionadas pela criatividade do pregador e manipuladas pela música; e isso se torna toda a sua perspectiva de espiritualidade.

ENGANA AS PESSOAS QUANTO AO QUE ELAS REALMENTE PRECISAM

     Em Jeremias 8.11, Deus condena os profetas que tratavam de modo superficial as feridas do povo. Este versículo se aplica poderosamente aos pregadores artificiais que ocupam muitos púlpitos evangélicos proeminentes, em nossos dias. Tais pregadores omitem as verdades mais severas sobre o pecado e o julgamento. Abrandam as partes ofensivas da mensagem de Cristo.

     Enganam as pessoas sobre aquilo que elas realmente precisam, prometendo- lhes “satisfação” e bem-estar terreno, quando o que necessitam é de arrependimento, fé e uma visão exaltada de Cristo, bem como de um verdadeiro entendimento do esplendor da santidade de Deus.

     Portanto, os pastores têm de pregar a Palavra, embora fazê-lo esteja fora de moda em nossos dias (2 Tm 4.2). Essa é a única maneira pela qual o ministério deles pode dar frutos. Além do mais, a pregação da Palavra assegura que os pastores serão frutíferos no ministério, porque a Palavra de Deus jamais volta vazia para Ele; ela sempre faz aquilo que Lhe apraz e prospera naquilo para o que foi designada (Is 55.11).

Fonte: Editora Fiel

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Enfrentando situações contrárias e crescendo na fé!


3- E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
4- E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5- E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5.3-5)


     Em nossos dias não raro encontramos pregadores de sonhos, pregadores de rosas que não preparam os cristãos para a vida real. Para estes pregadores do evangelho utópico as dificuldades da vida não existem para os cristãos. Mas, se examinarmos as Escrituras vemos que o próprio Jesus disse que teríamos aflições (Jo 16.33)

     No texto de Romanos no verso(3), o apóstolo Paulo diz que devemos nos alegrar nas tribulações . Eu sei que não é fácil passar por tribulações sem murmurar, sem ficarmos tristes, e muitos novos convertidos não entendem o porquê, quando estavam fora da igreja tinham uma vida "melhor" do que agora, e, em vez de alegrar-se, muitas vezes se entristecem e saem da presença do Senhor.

     Um ferreiro novo convertido teve também este mesmo problema, muitas pessoas perguntavam para ele o porquê estar passando por tantas dificuldades sendo ele, agora um servo de Deus. Ele não tendo conhecimentos das Escrituras respondeu usando o conhecimento adquirido com a sua profissão e disse: todos os dias na minha oficina chegam milhares de metais para trabalhar e fazer deles ferramentas úteis. Só que para transformá-los tenho que iniciar um processo que consiste em separá-los, depois coloca-nos no forno em que aqueço a altas temperaturas, por exemplo, a temperatura de fusão do ferro é cerca de 1500ºC.

     Fazendo uma analogia com a vida do Cristão todos os dias chegam às igrejas milhares de novos convertidos com muitas impurezas e sujeiras que devem ser retiradas. Muitas vezes, o Senhor permite que tribulações se levantem, para no calor da tribulação elas sejam retiradas. Então, quando estivermos passando por tribulações devemos nos alegrar porque o Senhor esta trabalhando em nossas vidas! Voltando para explicação do ferreiro. Ele diz que depois de aquecer tem que colocar em um molde e esperar esfriar.

     Quando passamos pelo calor da tribulação e confiamos no Senhor, Ele passa conosco (Dn 3.23-26). Muitas vezes queremos ver logo o agir de Deus em nosso favor e temos uma ansiedade, nas tribulações adquirimos a paciência (v.4). O ferreiro diz também que neste processo de esperar para esfriar alguns metais racham e não podem ser usados, muitos ao passarem por tribulações, e por não terem paciência para esperar acabam retornando para o "Egito" pensando que ficaram melhores.

     O ferreiro comentou também que depois de vivenciar este processo muitas vezes, adquiriu experiência (v.4) e com esta experiência em seu trabalho sabe que para nós usar como algo útil na casa do Senhor. Deus pode permitir que este mesmo processo seja feito repetidas vezes conosco, por isso mesmo nas piores provas podemos ter esperança (v.5) que Deus esta no controle e que estamos crescendo a cada dia. Portanto, nos gloriemos até nas tribulações(v.3) se alegrando com trabalhar do nosso Deus em nossas vidas!

terça-feira, 2 de junho de 2009

O mal que faz a teologia da Prosperidade


Por John Piper




segunda-feira, 1 de junho de 2009

I João - Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai



Já foi lançada pela CPAD a revista com as lições do próximo trimestre da escola dominical

Comentarista: Pastor Eliezer de Lira e Silva

SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- A Primeira Carta de João
2- Jesus, o Filho Eterno de Deus
3- Jesus, a Luz do Crente
4- Jesus, o Redentor e Perdoador
5- A Força do Amor Cristão
6- O Sistema de Viver do Mundo
7- A Chegada do Anticristo
8- A Nossa Eterna Salvação
9- O Crente e as Bênçãos da Salvação
10- Os Falsos Profetas
11- O Amor a Deus e ao Próximo
12- O Testemunho Interior do Crente
13- A Segurança em Cristo

Fonte: CPAD