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Mauá -São Paulo- Brasil -
Neste blog o irmão e/ou amigo internauta irá encontrar textos, testemunhos e informações relacionadas ao evangelho. As informações e textos transmitidos são analisados tendo como base de autoridade a palavra de Deus que é um guia infalível para conduzir os servos do SENHOR neste mundo de trevas morais e espirituais. Exortando para que sejamos o "sal da terra" e "luz do mundo".
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domingo, 10 de maio de 2009

Com pingos nos is



      Por Ziel Machado (Cristianismo hoje)

       A realidade do crescimento evangélico brasileiro nos coloca diante de situações onde o primeiro obstáculo é o analfabetismo funcional de pastores e líderes.

      Alguns meses atrás, a chamada de destaque de um programa semanal de TV chamou minha atenção. A matéria mostrava um pastor evangélico que, com base em sua leitura do Antigo Testamento, ensinava que teria o 'direito biblico' de adulterar com irmãs de sua igreja. Como resultado deste ensino, alguns maridos consentiram que suas mulheres mantivessem relações íntimas com o tal pastor. Na matéria, o repórter indaga-lhe sobre a suposta base bíblica. O pastor, com voz altiva, desafiou o repórter e 'a qualquer um', a provar, biblicamente, que seu ensino, com base em Oséias 1.2 estava errado. O texto citado diz o seguinte: 'Quando o Senhor começou a falar por meio de Oséias, disse-lhe: 'Vá, tome uma mulher adúltera e filhos da infidelidade, porque a nação é culpada do mais vergonhoso adultério por afastar-se do Senhor'.'

      O repórter, desconfiado, pediu então ao pastor que fizesse uma leitura do texto, em voz alta. Tropeçando nas palavras, ele leu: 'Vá, tome uma mulher, adultera'. Logo deu para perceber que, na sua leitura, o adjetivo 'adúltera' se transformava no verbo imperativo 'adultera' O pastor, além de ter problema com as vírgulas, não sabia reconhecer o acento agudo... Eu não desejaria estar na pele daquele homem no momento em que fosse admitir tamanho erro perante sua congregação.

      A realidade do crescimento evangélico brasileiro nos coloca diante de situações como essa, onde o primeiro obstáculo é o analfabetismo funcional de pastores e líderes. É gente que reconhece as letras do alfabeto, mas não sabe ler. E não podemos delimitar este problema do uso inadequado da Bíblia aos segmentos mais populares da Igreja Evangélica brasileira. Mesmo em setores mais privilegiados, é possível identificar equívocos na forma como se lida com a Bíblia. Alguns crêem que o simples fato de citar um versículo torna seu ensino bíblico. Outros organizam suas mensagens em três pontos: lêem o texto, se esquecem do texto e jamais regressam ao texto. Temos também aqueles que insistem em usar a Bíblia como o papagaio de realejo que, com um fundo musical apropriado, pega um texto aqui, outro acolá, forçando conexões pouco respeitosas à tradição de exegese bíblica – ou ainda pior, pouco respeitosas ao Senhor que nos deu sua Palavra.

      Muito facilmente, nos esquecemos que o próprio Jesus foi tentado por alguém que, citando a Escritura, buscou desviá-lo da vontade do Pai. Se o diabo usou deste recurso com Cristo, tentando seduzi-lo à desobediência por meio de sua maneira peculiar de interpretar Palavra divina, porque não o faria conosco? A história nos mostra que ele não mudou em sua estratégia; e os resultados disso podem ser vistos, infelizmente, de forma abundante.

      Uma das possíveis razões para esta séria situação é o descuido para com a história da Igreja. Consideramo-nos filhos do movimento da Reforma Religiosa do século 16, mas descansamos sobre uma compreensão superficial daquele momento e das questões fundamentais levantadas e defendidas, com a própria vida, pelos reformadores. Umas das batalhas daquele tempo foi pelo livre exame das Escrituras – mas nos dias de hoje, vemos que se está confundindo livre exame com livre interpretação da Bíblia. Aqui reside a origem do estado de confusão que vivemos como Igreja. Está, portanto, na hora de recolocar os pingos nos is.

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      Este artigo suscita algumas perguntas como: Até que ponto a livre interpretação das Escrituras feita hodiernamente tem beneficiado o evangelho? Qual a importância do estudo da teologia, e disciplinas como Hermenêutica e a Exegese bíblicas para resolver erros grotescos como o abordado na reportagem?

8 comentários:

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado Marcelo de Oliveira,

A Paz do Senhor!

É vergonhoso, o que está ocorrendo em nosso meio, e em igrejas conduzidas, por quem não possue a Luz da Palavra.

Necessitamos mais responsabilidades dos orgãos competentes, ou seja, as convenções, que deveriam se posicionar e encontrar uma maneira mais coerente na divulgaão destes erros.

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Matias Borba disse...

Caro Marcelo,
Paz do Senhor!

Faço minhas as palavras do Pr. newton, Tudo o que ocorre em nossas igrejas é vergonhoso.

Precisamos ter mais resposabilidade, mas muitas vezes o problema persiste porque os orgãos que deveriam cuidar de certas situações no caso as convenções são omissas gerando um série de consequências ao povo de Deus.

Quando fizerem tudo de forma mais correta creio que ai sim nossas igrejas terão um resultado melhor diante de nosso País.

Deus abençoe!

Marcelo Oliveira disse...

Nobre pastor Newton, a paz do Senhor!

É realmente vergonhoso a deturpação das Escrituras para atender os interesses particulares forçando interpretações para chamar o mal de bem (Is 5.20)

Como o irmão colocou as lideranças e as convenções devem estar atentas para combater este tipos de erros. Bem como estimular a membresia a examinar as Escrituras obedecendo as regras da hermenêutica e da exegese.

Abraço!

Marcelo Oliveira disse...

Caro irmão Matias , a paz do Senhor!

Louvamos a Deus que Ele tem levantado na igreja e na blogosfera a cada dia homens que conhecem e defendam as Escrituras.

Acredito que aos poucos iremos mediante a conscientização e ação do Espírito Santo promover um avivamento pela genuina Palavra de Deus! Que o Espírito Santo toque as nossas lideranças para também defenderem a sã doutrina!

Que o Senhor continue te abençoando!

Alan disse...

A Paz de Cristo Jesus, irmão Marcelo.

ntendo que na verdade, o grande problema é que muitos de "nós" pregadores e ensinadores temos formado não discípulos de Jesus Cristo, mas multidões de pessoas alheias a Palavra de Deus.
Porém, não percamos a esperança, continuando firmes e compromissados com a Palavra de Deus.
Deus te abençoe e aos seus leitores.

Ev. Alan G. de Sá

Marcelo Oliveira disse...

Nobre irmão Alan, a paz do Senhor!

Agradeço sua visita e comentário! O irmão tocou em um ponto interessante temos responsabilidades como ensinadores e pregadores da Palavra de Deus, não podemos querer uma mudança e ficar esperando temos que começar ensinar e pregar para os irmãos que estão próximos de nós. Ajudando uns aos outros e mostrando o caminho da oração, da Palavra como ela é, para que eles também vejam estes tipos de erros e engrossem as fileiras daqueles que militam a verdadeira fé e o evangelho.

Abraço!

T.a.t.h.i.a.n.a L.u.c.e.n.a disse...

A Paz do Senhor Jesus, irmão Marcelo!

Fiquei perplexa com a dita reportagem. Que absurdooooooo!

Fui ao 27º Congresso Internacional de Missões dos Gideões esses dias e pude observar o quanto os pingos estão fora dos "is". Meu Deus!
Saiu cada absurdo:
- Se a sua vida financeira está mal, se a sua saúde está mal, então a sua vida espiritual está mal, há algo errado; (Meu Deus)
- Os dias que antecedem o arrebatamento serão os dias de maior alegria para a Igreja na terra; (De onde esse infeliz tirou isso? E olha que foi um dos considerados maiores pregadores. E o que mais me espantou foi o povo dando glória, caindo no chão, chorando, pulando e acreditando nesta mentira do inimigo).

Eu tenho vergonha destas coisas!
Não sou a favor de uma geração cheia de intelectualidade e boa dialética, porque acho que deveríamos mesmo é preservar a Magestade da Simplicidade do Evangelho. Nada contra os teólogos e estudiosos, mas eu nasci ainda no tempo em que ler a Bíblia e a unção do Espírito Santo faziam toda a diferença e eram o bastante! Nossa!! Aquele tempo era incrível. Lembro que pessoas possuídas caíam na porta da igreja e não entrevistávamos a legião antes de expulsar!

Precisamos viver e pregar a essência do Evangelho!

Deus lhe abençoe em tudo!!

www.tathicomvc.blogspot.com

=D

Marcelo Oliveira disse...

Irmã Tathiana, a paz do Senhor!

Agradeço sua visita e comentário! Um grande congresso como Gideões poderia selecionar melhor os seus preletores e não deixar que pregadores continuem disseminando toda sorte enganos com a irmã presenciou com a complacência de nossas lideranças!

O evangelho simples e cristocênctrico deve ser anunciado com a unção do Espírito Santo e não com a oratória de animadores de auditórios!

Abraço!